Conformidade com a ABNT NBR 16858: O Que Síndicos Precisam Saber

Conformidade com a ABNT NBR 16858: O Que Síndicos Precisam Saber sobre a Nova Norma de Elevadores

A ABNT NBR 16858 representa uma transformação significativa no panorama regulatório dos elevadores no Brasil. Publicada em 2020 e com vigência obrigatória desde abril de 2024, essa norma consolidou e atualizou os requisitos de segurança, instalação, manutenção e acessibilidade, substituindo três normas anteriores. Para síndicos, administradores prediais e gestores de condomínios, compreender essa nova legislação é essencial para garantir a conformidade legal, a segurança dos usuários e a proteção patrimonial do empreendimento.​

A Evolução da Legislação: Por que Uma Nova Norma?

Durante décadas, o setor de elevadores operou sob normas que não acompanhavam o ritmo das inovações tecnológicas e das demandas por maior segurança. A ABNT NBR 16858 surgiu como resposta a essa defasagem, unificando e modernizando as exigências que antes eram dispersas em três documentos distintos: a NBR NM 207 (elevadores elétricos), a NBR NM 267 (elevadores hidráulicos) e a NBR 16042 (segurança e desempenho). Essa consolidação baseou-se na norma europeia EN 81-20:2014, alinhando os padrões brasileiros aos internacionais e estabelecendo critérios mais rigorosos para garantir a segurança de usuários e técnicos de manutenção.​

A mudança não foi meramente administrativa: ela reflete a compreensão de que elevadores são infraestruturas críticas nos edifícios modernos, exigindo protocolos mais robustos e menos tolerância a falhas. Para condomínios, isso significa investir em conformidade, mas também significa reduzir riscos legais, evitar multas e demonstrar responsabilidade na gestão das áreas comuns.

Os Pilares da Nova Norma: Segurança, Acessibilidade e Manutenção

A ABNT NBR 16858 está estruturada em sete partes, cada uma abordando aspectos específicos dos elevadores. Os principais focos são a segurança operacional, a acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e a manutenção preventiva contínua.​

Dispositivos de Segurança Obrigatórios

Um dos pontos mais relevantes da nova norma é a exigência de dispositivos de by-pass aprimorados. Esse sistema permite que técnicos façam inspeções e manutenção com o elevador em movimento controlado (baixa velocidade), mas com proteções adicionais. Quando o dispositivo de by-pass está ativado, o elevador é colocado automaticamente em modo inspeção e, caso o técnico esqueça de desativá-lo, o equipamento recusa chamadas de usuários, impedindo operação normal.​

Além disso, a norma torna obrigatória a combinação de dois dispositivos certificados para evitar movimentos involuntários de portas abertas: um circuito eletrônico no quadro de comando e um dispositivo de travamento mecânico. Essa redundância é crítica para evitar acidentes graves, como queda de passageiros por portas abertas durante movimento.​

A nova norma também exige o controle com pesador de carga, que impede a partida do elevador em casos de sobrecarga da cabina, garantindo tanto a segurança dos passageiros quanto a integridade do equipamento.​

Acessibilidade e Inclusão

A legislação reforça a necessidade de adequação para pessoas com mobilidade reduzida, incluindo:

  • Dimensões mínimas de cabina que permitam acesso com cadeira de rodas
  • Comandos táteis e em braille nos painéis
  • Sistemas de comunicação de emergência que funcionem adequadamente para pessoas com deficiência auditiva ou visual
  • Sinalizações visuais e sonoras coordenadas

Essas exigências não apenas atendem a legislação, mas também refletem a responsabilidade social de criar ambientes verdadeiramente inclusivos.​

Obrigações dos Condomínios e Síndicos

Para estar em conformidade, condomínios precisam cumprir uma série de requisitos contínuos:

Inspeção Anual Obrigatória

A norma exige que todos os elevadores passem por inspeção técnica anual, realizada por profissionais habilitados e certificados pelo CREA. Em São Paulo, é obrigatória a apresentação do Relatório de Inspeção Anual (RIA), documento que comprova o atendimento às normas e serve como prova legal de conformidade.​

Ciclos Mais Curtos de Avaliação

A nova norma estabelece ciclos mais curtos para inspeção completa dos equipamentos, permitindo identificar falhas de forma antecipada e evitar deterioração prematura de peças. Essa abordagem preventiva substitui modelos antigos baseados apenas em manutenção corretiva ou inspeções espaçadas.​

Atualização de Componentes de Segurança

Os condomínios com elevadores antigos podem enfrentar desafios de conformidade. A norma exige que componentes críticos, como cabos de aço, sistemas de freio, sensores de porta e dispositivos de proteção contra esmagamento, estejam atualizados conforme as especificações. Em alguns casos, pode ser necessária modernização (retrofit) para adequação.​

Modernização: Uma Decisão Estratégica

Para prédios com elevadores antigos, a modernização não é apenas uma questão de conformidade normativa, mas uma decisão estratégica que traz múltiplos benefícios:

Segurança Reforçada

A modernização permite instalar dispositivos de última geração: freios eletromagnéticos de resposta rápida, sensores inteligentes e sistemas de frenagem redundantes. Essas melhorias reduzem em até 40% o risco de acidentes.​

Redução de Custos Operacionais

Elevadores modernizados consomem menos energia (especialmente com motores gearless e inversores de frequência) e requerem menos manutenção emergencial. Estudos indicam que a modernização reduz em média 25% o número de visitas técnicas de urgência.​

Valorização do Imóvel

Condomínios com elevadores modernizados têm até 15% mais valor de mercado, refletindo a percepção dos compradores e locatários sobre qualidade e segurança.​

A Responsabilidade Legal do Síndico

De acordo com o art. 1.336 do Código Civil, o condomínio é responsável pela manutenção adequada das áreas comuns, incluindo elevadores. Isso significa que síndicos e administradores têm obrigação legal de:

  • Contratar empresas de manutenção credenciadas, com engenheiro responsável e seguro de responsabilidade civil
  • Manter registros de inspeções e manutenções
  • Facilitar vistorias técnicas conforme legislação
  • Informar condôminos sobre conformidade e riscos identificados

A negligência pode resultar em multas, embargos do equipamento e responsabilidade civil por acidentes.​

Próximos Passos: Um Plano de Ação

Para síndicos que desejam garantir conformidade imediata:

  1. Solicitar auditoria técnica de empresa credenciada para avaliar nível de conformidade atual
  2. Agendar inspeção anual conforme norma, obtendo o Relatório de Inspeção Anual
  3. Documentar todas as manutenções e inspeções em arquivo acessível
  4. Comunicar condôminos sobre status de conformidade em assembleia
  5. Planejar modernização, caso necessário, com cronograma e orçamento claros

A ABNT NBR 16858 não é apenas uma exigência burocrática: é um reconhecimento de que elevadores são equipamentos complexos que exigem rigor técnico e responsabilidade contínua. Condomínios que abraçam essa norma demonstram compromisso com a segurança, a acessibilidade e a valorização patrimonial.

Tudo o que você precisa saber sobre a plataforma de acessibilidade

Entenda os aspectos legais e práticos acerca da plataforma!

Estamos vivendo em uma época onde, cada vez mais, a inclusão se faz importante e necessária. Sendo assim, é a acessibilidade a principal responsável por proporcionar a inclusão de pessoas que possuem deficiência física e/ou necessidades especiais. Isso porque é ela que permite a participação dessas pessoas em diversas atividades, além de promover o acesso a diferentes ambientes. E são ferramentas como a plataforma de acessibilidade que ajudam a integrar socialmente todas essas pessoas.

Vale a pena ressaltar que, não só os cadeirantes têm suas vidas melhoradas através da acessibilidade. Pessoas com deficiência visual, auditiva, grávidas e idosos também podem aproveitar da facilidade que ela gera.

Atualmente, além do interesse comum de eliminar barreiras para essas pessoas, alguns aspectos legais ajudam a garantir este direito.
A promoção de acessibilidade está prevista na Constituição Federal, na Lei de Acessibilidade e também em norma da ABNT.

Portanto, além de cumprir com um papel social, é importante que síndicos e condomínios estejam atentos aos aspectos legais que cercam o tema.

Plataforma de acessibilidade

Elas são responsáveis por fazer o transporte vertical de pessoas com dificuldade de locomoção.
Muitos edifícios, shoppings e faculdades, por exemplo, são construídos já com as plataformas integradas a sua arquitetura. No entanto, alguns locais mais antigos ainda não as possuem. Por isso, a plataforma de acessibilidade é inserida nos pontos necessários, de modo que a arquitetura e o projeto original do local não sejam prejudicados.
Elas são adicionadas em locais onde a construção de uma rampa ou passarela é inviável. Principalmente por conta da relação entre a distância e a altura do desnível.
Trazendo o assunto mais para dentro do âmbito dos condomínios e edifícios, é importante lembrar que a acessibilidade vai além das portarias.
Ela visa proporcionar um melhor dia a dia para as pessoas em seu espaço privado, em suas residências. Por isso, é importante que estacionamentos, áreas de lazer e demais áreas comuns também sejam acessíveis.

Acessibilidade e as leis

Como falado no início, a promoção de acessibilidade é garantida por meio de diversos modos e com um grande amparo legal.
Ela está prevista nos seguintes locais:

  • Constituição Federal – Artigos 5º; 7º, XXXI; 23, II; 24, XIV; 37, VIII; 203, IV, V; 208, III, IV; 227, §1º, II, §2º e 244;
  • Lei de Acessibilidade – Decreto de lei 5.296, de 2 de dezembro de 2004;
  • Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei Federal nº 13.146/2015);
  • ABNT – Norma NBR9050 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Todo esse amparo legal prevê multas e penalizações para os locais que não cumprirem com os critérios básicos exigidos. Atualmente, a multa gira em torno de R$ 3.800,00 por mês.

É necessário aprovar as adequações em assembleia?

Todas as questões voltadas à acessibilidade estão relacionadas a determinações legais. Portanto, não é necessário realizar assembleias para aprovar a realização de obras com essa finalidade. Isso porque, na verdade, as obras não se tratam de manutenção ou embelezamento.
No entanto, recomenda-se que o síndico convoque uma assembleia para comunicar e explicar aos moradores todas as implicações legais e sociais da obra.

Plataforma de acessibilidade Crel

A preocupação com a responsabilidade social e toda a experiência da Crel Elevadores levaram a empresa a desenvolver projetos especiais de plataformas de acessibilidade. Eles levam pouca interferência estética a arquitetura dos locais onde serão aplicados e estão sempre de acordo com as normas de segurança estabelecidas pelos órgãos oficiais como ABNT e CONTRU.

Se você está em busca de tornar o seu condomínio um lugar mais acessível, conte com a Crel Elevadores. Acesse o nosso site e fale com a gente!

Elevador unifamiliar: como ele pode ser útil?

Conheça melhor o elevador para residências

Já estamos acostumados a subir e descer nos elevadores dos prédios. Atualmente é muito comum estabelecimentos migrarem para prédios comerciais. Portanto, para ir ao médico, dentista e aulas de inglês, por exemplo, usamos elevadores.
No entanto, existe um tipo de elevador que faz ainda mais parte do dia a dia de algumas famílias: o elevador unifamiliar. E é sobre ele que falaremos no texto de hoje.

Elevador unifamiliar

Também conhecido como elevador residencial, o elevador unifamiliar está presente em casas.
Ele pode ser incorporado a projetos de novas residências e também pode ser aplicado em casa já construídas. Neste caso, é necessária a avaliação de um especialista, além de compreender a fundo quais são as condições da construção.

As utilidades

Cada vez mais possuímos maior expectativa de vida entre as pessoas. Por isso, o número de pessoas idosas tende a aumentar.
Dessa forma, os elevadores unifamiliares podem promover maior conforto e comodidade às pessoas de mais idade que possuem menos (ou já não possuem mais) habilidades motoras.

Quando falamos de elevadores falamos de acessibilidade. Portanto, os elevadores residenciais também são uma ótima opção para facilitar a locomoção de deficientes físicos que, como no caso dos idosos, requerem ajuda para subir e descer andares.

Além do fator acessibilidade, a presença de um elevador unifamiliar em uma residência aumenta seu valor agregado. Isso porque, não só idosos e deficientes podem utiliza-la, mas também porque ele pode facilitar diversas tarefas para todos os moradores desta residência.

Como é o elevador unifamiliar

Estes elevadores podem ter diversos tipos de cabina, e acabamento em aço inox ou chapa de carbono. Suas portas podem ser automáticas ou em eixo vertical, também com acabamento em aço inox ou chapa de carbono.
Seu controle de comando possui um sistema de microprocessador e podem receber acabamento da mesma forma que as outras partes.

Agora você sabe que pode ter um elevador dentro de casa! Para falar com a Crel acesse o nosso site!

Fale Agora Via WhatsApp!

Nossa equipe está pronta para te atender.

    X
    Fale Agora Via WhatsApp!
    Sair da versão mobile