Em edifícios de alto fluxo, sistemas regenerativos permitem que, em determinadas condições de carga, o motor atue como gerador, devolvendo parte da energia à rede do prédio em vez de dissipá-la em calor. Dependendo do perfil de tráfego, essa tecnologia pode reduzir de forma relevante o consumo associado ao elevador, sobretudo quando combinada a algoritmos avançados de controle de tráfego que evitam viagens desnecessárias e diminuem o tempo ocioso dos equipamentos.
Medidas simples com alto impacto
Medidas de baixo custo, como substituir lâmpadas convencionais por LED na cabine e sinalizações e adotar modos de stand‑by que apagam a iluminação após um período de inatividade, geram economias rápidas e perceptíveis nas contas de energia. Em prédios com múltiplos elevadores, ajustes de lógica de atendimento e configuração adequada dos Elevadores energeticamente eficientes permitem reduzir o consumo de energia do edifício sem abrir mão de conforto, segurança ou desempenho na mobilidade vertical.
O papel dos elevadores no consumo de energia
Quando se fala em consumo de energia em edifícios, iluminação, ar‑condicionado e bombas costumam ser os primeiros alvos, mas os elevadores podem responder por uma fatia significativa da demanda, especialmente em prédios altos ou com grande fluxo de pessoas. Com tarifas em alta e maior foco em sustentabilidade, síndicos, administradores e projetistas passaram a enxergar o transporte vertical como componente estratégico na eficiência energética da edificação.
De onde vem o consumo do elevador
A maior parte da energia é consumida pela máquina de tração, responsável por movimentar cabine e contrapeso, e pelo sistema de controle, que inclui painéis, eletrônica de potência e inversores. Equipamentos antigos, com motores pouco eficientes e comandos convencionais, tendem a consumir mais que modelos modernos, enquanto a iluminação da cabine mantida acesa 24 horas, ventiladores, displays e sinalizações completam o quadro de consumo.
Tecnologias para reduzir consumo com conforto
A evolução tecnológica trouxe máquinas de tração de alta eficiência, como as gearless com motores de ímã permanente, que reduzem perdas por atrito, consomem menos energia, geram menos ruído e oferecem maior vida útil. Em projetos de modernização, a troca da máquina antiga por um modelo gearless, aliada a inversores de frequência e controles inteligentes de velocidade, suaviza aceleração e frenagem, diminui picos de corrente e otimiza o uso de energia em cada viagem, elevando conforto e eficiência ao mesmo tempo.
Sistemas regenerativos e otimização do tráfego
Equipamentos complementam essas ações, contribuindo para um uso mais racional da energia sem prejudicar o conforto dos usuários.
Modernização como estratégia de eficiência
Do ponto de vista do condomínio, modernizar elevadores antigos costuma ser decisivo para elevar o patamar de eficiência energética, reduzindo consumo, falhas e desconforto nas viagens. Quando o equipamento passa a registrar aumento de gastos de energia, mais paradas, ruídos e trancos, sinaliza a necessidade de um diagnóstico técnico detalhado, que pode apontar para intervenções como novos painéis de comando, motores mais eficientes, renovação da parte elétrica, atualização de comandos de porta e iluminação em LED.
Gestão, planejamento e sustentabilidade
Para síndicos e administradores, olhar para a eficiência energética dos elevadores é uma decisão de gestão financeira e planejamento de longo prazo, não apenas um detalhe técnico. Solicitar um diagnóstico profissional, analisar idade, tecnologia, estado de conservação e histórico de consumo permite comparar cenários de modernização, projetar economias ao longo do tempo e levar números concretos para discussão em assembleia, especialmente em empreendimentos que buscam certificações ambientais ou posicionamento sustentável.
Boas práticas de uso e manutenção
Boas práticas de uso, como evitar chamadas simultâneas desnecessárias, respeitar a capacidade máxima de carga e usar o elevador de serviço para transporte de materiais pesados, contribuem tanto para o consumo quanto para a durabilidade do sistema. Manutenção em dia, com foco em ajustes finos e redução de atritos, portas desajustadas e componentes desgastados, é essencial para impedir que o elevador passe a exigir mais energia para desempenhar o mesmo trabalho.
Conforto, economia e imagem do empreendimento
Reduzir o consumo de energia dos elevadores não significa abrir mão de conforto ou segurança; ao contrário, tecnologias modernas, manutenção adequada e uso responsável resultam em viagens mais suaves, equipamentos mais confiáveis e contas de energia mais equilibradas. Para condomínios residenciais, edifícios comerciais e empreendimentos corporativos, tratar os elevadores sob a ótica da eficiência energética é um passo importante para alinhar segurança, sustentabilidade e economia, fortalecendo a imagem da empresa de elevadores como referência em soluções completas de mobilidade vertical.
