Incêndio em condomínio: por que optar pelas escadas?

Saiba mais sobre incêndio em condomínio e o motivo pelo qual você deve optar pelas escadas.

Quando ocorre um incêndio em condomínio, é muito comum das pessoas que se encontram em andares superiores, tentarem escapar o mais rápido possível. Por isso, muitas vezes, a primeira ideia que passa na cabeça é usar o elevador.

Mas, você sabia que essa não é a opção mais segura a escolher?

Portanto, temos certeza que, pelo menos uma vez, você já leu a placa onde dizia: “Em caso de incêndio, não use o elevador.”

Mas, você sabe a razão pela qual não se deve usar esse equipamento se o prédio estiver em chamas?

Foi pensando nisso que criamos esse conteúdo. Aqui, vamos te mostrar os motivos pelo qual não se deve usar esse meio de transporte caso ocorra incêndio em um prédio, e te dar algumas dicas do que fazer em uma situação como essa.

Escolha as escadas durante um incêndio em condomínio

Existem diversos motivos que te farão pensar duas vezes antes de usar o elevador durante um incêndio.

Confira agora:

Corte de energia elétrica

A primeira razão pela qual você deve usar as escadas em vez do elevador, é porque o incêndio pode causar um curto-circuito no sistema elétrico do edifício, o que significa que se você estiver no elevador e encontrar-se entre os andares, provavelmente ficará preso lá.

Sendo assim, devido a fumaça e alta temperatura dentro da cabina do elevador, você pode sofrer com fortes queimaduras.

O poço do elevador torna-se uma chaminé

Esse é outro motivo que muitos desconhecem.

Quando ocorre incêndio em um edifício, as chamas em altas temperaturas formam gases menos densos que o ar, que tendem a se expandir.

Esses gases, por serem menos densos, podem subir para a cabina do elevador. Então, a caixa de corrida, local por onde o elevador se movimenta, acaba funcionando como uma chaminé, levando esses gases para a parte superior.

Nesse caso, as chances de inalação de fumaça são grandes. Pois, a cabina de um elevador, conta com entradas de ar, para que seja realizada a ventilação dentro do mesmo.

Os regulamentos são claros

O Corpo de Bombeiros proíbe o uso de elevadores em caso de incêndio.

Os especialistas do assunto, são muito claros em relação a isso. Fica evidente que usar o elevador durante um incêndio em condomínio, é um grande erro.

A NBR 13434, exige a sinalização nos andares do elevador, com a informação: “Proibido usar o elevador em caso de incêndio”.

Entretanto, essa hipótese só pode ser cogitada, caso o prédio onde você se encontra, conte com um elevador de emergência.

Elevador de emergência

Os elevadores de emergência, em geral, encontram-se em edifícios com mais de 20 pavimentos, ou hospitais e similares, caso a sua altura ultrapasse 12 metros. E para o seu funcionamento, é necessário seguir à risca a sua norma.

Além desse equipamento facilitar a fuga dos moradores, ele auxilia as equipes de socorro a chegarem nos andares superiores da construção.

Pela norma da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, o elevador de emergência deve encontrar-se próximo à saída do prédio.

Essa norma exige que os elevadores de emergência tenham caixa enclausurada por paredes resistentes a quatro horas de fogo, casa de máquinas própria para seu comando, que deve estar localizada no térreo, e um gerador externo, para que funcionem mesmo com a falta de energia elétrica na rede pública.

Recentemente, uma nova regra foi incluída ao uso desse equipamento, deixando claro que o mesmo não pode ir até o subsolo. Essa decisão foi tomada, pois, o subsolo é uma área inapropriada de escoamento.

O que fazer em um incêndio em condomínio?

A maiorias dos óbitos que ocorrem por conta de incêndio em edifícios, ao contrário do que muitos pensam, são provenientes da inalação de fumaça, não por queimaduras.

Conforme o fogo vai se espalhando pelo espaço, ele vai consumindo cada vez mais oxigênio. Além disso, a combustão incompleta dos materiais queimados libera gases tóxicos e o calor é um perigo em si.

Por isso, além de não usar o elevador em caso de incêndio, vamos te dar mais algumas dicas do que você deve fazer em uma situação como essa.

Agachar e engatinhar

O calor do fogo empurra a fumaça para cima, deixando próximo ao solo um ar relativamente limpo.

Por isso, é indicado que você se abaixe e engatinhe para se locomover em um incêndio.

Cubra a boca e o nariz

Se o ar estiver com muita fumaça, caso tenha tempo, busque por algum tecido, de preferência molhado e cubra a boca e o nariz, isso ajudará a filtrar as partículas de fumaça.

E lembre-se: é melhor respirar pela boca que pelo nariz.

Quando a passagem está bloqueada

Se não for possível sair de uma casa ou edifício em chamas, é recomendado ir a um cômodo seguro, com uma janela que possa ser aberta; e tapar todas as possíveis entradas de fumaça, como os espaços debaixo das portas ou os dutos de ventilação, com algum tecido.

Caso tenha uma torneira no local, molhe os tecidos.

Se o fogo atingir a roupa

O ideal é manter a calma e não correr, pois ao correr você aumenta as chamas.

Então, o recomendado é rolar pelo chão, impedindo que o fogo se alastre pelo seu corpo.

Use a escada em um incêndio!

Agora que você já sabe o motivo de optar pelas escadas em um incêndio, e como agir em meio às chamas para preservar a sua saúde, mostre esse texto para seus amigos e familiares que moram ou trabalham em edifícios, e conscientize a todos sobre esse tema!

Se você gostou do nosso conteúdo e deseja ler mais artigos como esse, fique atento ao nosso blog que sempre temos novidades para você!

Como usar elevador? 10 cuidados para orientar as crianças do condomínio

Saiba a forma correta de usar o elevador e todos os cuidados necessários com as crianças no mesmo!

Apesar do elevador ser o meio de transporte mais seguro que existe, seguir algumas regras para fazer um bom uso do mesmo torna-se necessário. A pergunta: “como usar um elevador?” parece ter uma resposta simples, mas, existem muitas pessoas que não realizam essa prática de forma correta.

Existem cuidados essenciais para quem vai fazer o uso desse equipamento, em especial quando estamos falamos de crianças.

Ainda é válido lembrar, que é de muita importância realizar a manutenção periódica para garantir o melhor funcionamento do elevador.

Então, se você deseja saber mais sobre a utilização desse meio de transporte e como garantir a segurança dos pequenos no mesmo, continue a sua leitura e descubra todas as informações que você precisa!

Como usar elevador?

Apesar de ser uma ação cotidiana na vida de diversas pessoas, não são todas que sabem usar esse equipamento da forma correta.

Porém, a prática de boas maneiras para o uso do mesmo é bem mais fácil do que parece. De início, pode parecer que se trata de uma máquina futurística e muito complicada, com todos aqueles botões. Mas, não é!

Por isso, separamos algumas dicas simples de como usar esse equipamento. Confira:

  • Para chamar o elevador, contamos com dois botões, o de subida e o de descida. Aperte aquele que define a direção em que você vai. E, lembre-se: clicar nos dois ao mesmo tempo não fará com que ele chegue mais rápido. Em caso de elevadores residenciais, contamos com apenas um botão para chamarmos o mesmo.
  • Fique sempre atento ao painel e observe se o elevador está indo para a direção desejada;
  • Observe se há espaço suficiente no elevador. Pois, é muito importante que o limite de carga suportado não seja ultrapassado.

E simples assim, você já estará usando o elevador da forma correta. Mas, quando falamos de crianças, o cuidado e as orientações precisam ser um pouco maiores.

10 cuidados essenciais para crianças em elevadores

A preocupação em como usar o elevador, torna-se muito maior quando falamos de crianças. E, com o aumento de condomínios verticais, a prática do uso de elevadores pelos pequenos, também tem aumentado.

Hoje, separamos 10 cuidados necessários para eles usarem esse equipamento da melhor forma possível.

Não usar o elevador sem um responsável

Não é recomendado que crianças menores de 10 anos utilizem esse equipamento sem a presença de um adulto.

Essa lei é válida em alguns estados do nosso país e, por ser recente, não são todos os estados que aderiram, mas, em outros lugares, crianças até 12 anos precisam estar acompanhadas no elevador.

Caso essa regra seja desrespeitada, o responsável pela criança estará sujeito a uma multa.

Uso do botão de emergência

Como o próprio nome já deixa claro, esse botão deve ser usado apenas em casos de extrema importância.

Como por exemplo, se acabar a energia ou se o elevador travar entre dois andares, é fundamental manter a calma e usar a sinalização de emergência para falar com alguém da portaria, que entrará em contato com um técnico para receber o suporte necessário.

Aperte o botão apenas uma vez

Na pressa, ao chamar o elevador, muitos tendem a acionar os botões diversas vezes. Mas, isso não fará com que o elevador chegue mais rápido até o seu andar.

Além disso, torna-se muito mais fácil a chance do mesmo danificar-se por conta desse motivo. Por isso, o recomendado é que o botão seja apertado apenas uma vez!

Cuidado com o degrau que pode se formar entre o piso e a cabine

É ideal que todos verifiquem se o elevador está nivelado com o piso do andar antes de entrar ou sair da cabine. Esse cuidado pode evitar acidentes, como quedas ocasionadas por tropeços nesse degrau.

Porém, vale ressaltar que se esse problema está acontecendo no seu elevador, é necessário acionar um técnico.

Não brinque ou pule dentro do elevador

Além de danificar o equipamento, o ato de fazer brincadeiras como pular dentro do elevador, pode prejudicar a segurança de quem está fazendo o uso do mesmo.

Por isso, orientar as crianças que o elevador é um meio de transporte que precisa de cuidados é essencial.

Não segure a porta aberta por muito tempo

Segurar a porta por mais tempo do que o recomendado, também é um ato que pode prejudicar o funcionamento do elevador, podendo até ocasionar a necessidade de manutenção. Pois, essa ação pode gerar o mal fechamento e abertura das portas.

Além disso, ao segurar a porta do equipamento, você o prende no seu andar e impede que outras pessoas façam o uso do mesmo naquele momento.

Verifique se o elevador está no andar antes de entrar

É uma situação rara, mas, ainda assim, tem pequenas chances de acontecer. Por isso, antes de entrar no elevador, é muito importante observar se o mesmo encontra-se no andar. Assim, torna-se possível evitar acidentes graves.

Porém, se isso estiver acontecendo com o seu equipamento, entre em contato imediatamente com uma empresa de manutenção e solicite inspeção.

Aperte apenas o botão do seu andar de destino

No painel de operação dentro da cabina, existem diversos botões. É muito importante orientar a criança que aperte apenas o botão de origem do seu destino.

Além disso, é vital tentar se manter afastado do painel para não correr o risco de acionar outros andares acidentalmente.

Não ultrapasse a capacidade máxima de peso

A capacidade de carga de um elevador deve sempre ser respeitada. Pois, seguindo essa regra, torna-se possível garantir a segurança dos passageiros e preservar a vida útil do equipamento.

Por isso, estar atento à quantidade de pessoas dentro do elevador ou o peso dos objetos que estão sendo transportados juntos, é essencial.

Use o elevador de serviço para transportar brinquedos ou animais de estimação

Apesar de aparentarem ser a mesma coisa, existem mínimas diferenças entre um elevador social e o de serviço. Em especial as suas especificações de uso.

Ao optar pelo social, é fundamental que a criança evite carregar animais de estimação, patins, bolas, bicicletas e, até mesmo vestir trajes de banho.

Para essas finalidades, o elevador de serviço é a opção mais recomendada.

Agora ficou fácil saber como usar elevador, não é mesmo?

Independente do lugar, usar o elevador da forma correta é essencial para garantir a segurança e preservar o equipamento.

Além de todas as dicas de uso e cuidado, ainda precisamos mencionar a questão de higiene, que é uma das medidas mais eficazes contra vírus e bactérias. Todo cuidado é pouco com crianças em elevadores, por isso, os responsáveis sempre precisam orientar os pequenos sobre isso.

Esperamos que tenha ficado mais claro, sobre a melhor forma de usar esse meio de transporte, e todos os cuidados com as crianças no mesmo.

Se esse conteúdo foi útil e você deseja ler mais artigos parecidos, fique atento ao nosso blog e saiba mais sobre o tema.

Elevadores e acessibilidade: como garantir um prédio realmente inclusivo

Em edifícios modernos, falar em acessibilidade não é mais um diferencial, mas uma obrigação legal e ética. No contexto da mobilidade vertical, isso significa projetar, instalar e manter elevadores capazes de atender, com segurança e autonomia, pessoas com mobilidade reduzida, idosos, cadeirantes, gestantes e usuários com deficiências sensoriais. Para síndicos, administradores e gestores prediais, compreender os requisitos de acessibilidade é fundamental para evitar passivos jurídicos, valorizar o empreendimento e, sobretudo, garantir respeito à dignidade de todos os usuários.

O que a legislação exige dos elevadores

A acessibilidade em edificações é amparada por um conjunto de normas e leis, entre elas a ABNT NBR 9050 (Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos) e a própria ABNT NBR 16858, que trata de requisitos de segurança e desempenho para elevadores de passageiros.

Entre os principais pontos exigidos estão:
– Dimensões mínimas de cabine para possibilitar manobra de cadeira de rodas e acompanhante.
– Largura adequada das portas e precisão de parada para evitar desníveis entre cabine e pavimento.
– Botoneiras em altura acessível, com comandos em relevo e em braille.
– Sinalizações visuais e sonoras coordenadas, facilitando o uso por pessoas com deficiência visual ou auditiva.

Além disso, o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) reforça a necessidade de acessibilidade plena em edificações de uso coletivo, o que inclui a adequação dos sistemas de transporte vertical aos padrões técnicos vigentes.

Acessibilidade além da cabine: detalhes que fazem diferença

Garantir um elevador acessível vai além de atender às medidas internas da cabine. É preciso olhar para todo o percurso do usuário:
– Rotas acessíveis até o elevador, sem degraus ou desníveis abruptos, com corrimãos e rampas conforme a NBR 9050.
– Indicação clara de pavimentos, com sinalização tátil no piso e nas áreas de circulação.
– Sistemas de comunicação de emergência que permitam interação mesmo em caso de deficiência auditiva ou de fala, como alarmes luminosos e indicação visual de atendimento da chamada.

Muitas vezes, pequenas intervenções na sinalização, iluminação e acabamento podem fazer grande diferença na experiência de uso de pessoas com limitações temporárias ou permanentes.

Modernização como caminho para inclusão

Em prédios mais antigos, os elevadores costumam ter cabines pequenas, portas estreitas e comandos em altura inadequada. Nesses casos, a modernização deixa de ser apenas uma opção estética ou de conforto e se torna uma necessidade para alcançar um patamar mínimo de acessibilidade.

Projetos de retrofit podem incluir:
– Substituição de portas manuais por portas automáticas de abertura lateral.
– Aumento da profundidade ou largura da cabine, quando tecnicamente viável.
– Atualização das botoneiras, com teclas maiores, contraste de cores e informações em braille.
– Implementação de anúncios sonoros de andar e sentido de viagem.
– Embora essas intervenções exijam investimento e planejamento, elas costumam se refletir em valorização patrimonial, melhor imagem do condomínio e maior segurança jurídica para o síndico e para a administradora.

O papel do síndico na agenda da acessibilidade

O síndico é peça-chave para que o tema acessibilidade avance na prática. Cabe a ele:

– Solicitar avaliações técnicas de empresas especializadas em mobilidade vertical.
– Mapear inconformidades à luz das normas de acessibilidade e dos laudos de inspeção.
– Levar propostas de adequação à assembleia, com orçamento, prazos e priorização das intervenções.
– Registrar em ata as decisões e o plano de ação, demonstrando diligência em eventuais questionamentos futuros.

Ao tratar acessibilidade como um compromisso contínuo, e não como um “problema pontual”, o condomínio mostra respeito aos moradores, visitantes e colaboradores – e a CREL se posiciona como parceira técnica nesse processo, oferecendo soluções completas de modernização em normas para elevadores.


Atenção redobrada com crianças no elevador

O uso do elevador por crianças sempre foi um ponto sensível na rotina dos condomínios. Com a aprovação, em comissão da Câmara dos Deputados, de um projeto de lei que prevê multa para quem deixar menores desacompanhados em áreas comuns, como elevadores e piscinas, o tema passou a exigir ainda mais cuidado por parte de síndicos, administradores e empresas de manutenção. Mais do que uma questão de convivência, estamos falando de segurança física, responsabilidade legal e de como a gestão condominial organiza o uso de um dos sistemas mais críticos do edifício: o elevador.

Por que crianças sozinhas em elevador representam risco?

O elevador é um equipamento seguro quando utilizado corretamente e mantido em conformidade com as normas técnicas, mas situações de uso inadequado, especialmente envolvendo crianças, podem levar a acidentes graves. Crianças tendem a:

  • Tocar botões repetidamente, provocar paradas desnecessárias e sobrecarga de uso;
  • Forçar portas, tentar impedir o fechamento ou apoiar o corpo na porta durante o movimento;
  • Correr para entrar ou sair na última fração de segundo, aumentando o risco de queda ou prensamento;

Somado a isso, em situações de falha ou parada entre andares, uma criança sozinha pode entrar em pânico, tentar sair por conta própria ou não conseguir acionar corretamente o interfone, o que eleva o risco de comportamento inseguro. Mesmo quando o acidente não acontece, o trauma psicológico pode ser significativo, tanto para a criança quanto para a família.

O que está sendo discutido no Congresso?

O projeto de lei em discussão na Câmara insere no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) dispositivos que preveem multa de cinco a vinte salários mínimos para responsáveisque deixarem crianças menores de 12 anos sozinhas em veículos, coberturas ou áreas de uso comum de condomínios, incluindo elevadores e piscinas.

Além disso, o texto aprovado em comissão também prevê multa de três a dez salários mínimos para síndicos ou administradores que deixarem de afixar, em local visível, avisos com faixas etárias e condições de uso desses espaços.

Embora o projeto ainda precise passar por outras comissões e etapas antes de virar lei, o recado para os condomínios é claro: o poder público está caminhando no sentido de responsabilizar não apenas os pais ou responsáveis, mas também a gestão condominial pela supervisão de crianças em áreas comuns.

Quais responsabilidades recaem sobre o condomínio?

Mesmo antes de eventual aprovação definitiva do projeto, já existe entendimento jurídico de que o condomínio pode, e deve, estabelecer regras para circulação de crianças em elevadores e outras áreas de risco. Isso decorre de três pilares principais:

  1. Dever de segurança

O condomínio tem o dever de zelar pela segurança nas áreas comuns. Isso inclui:

  • Manter os elevadores em conformidade com as normas técnicas aplicáveis (como NBRs da ABNT) por meio de manutenção preventiva e corretiva com empresa especializada.
  • Adotar sinalização adequada sobre capacidade, uso correto e condutas proibidas (como brincadeiras, pulos, uso de objetos que travem portas etc.).
  1. Poder de regulamentar o uso das áreas comuns

A convenção e o regimento interno podem definir faixas etárias mínimas para uso desacompanhado do elevador, bem como a obrigatoriedade de acompanhamento por adulto responsável em certas idades. Essas regras, quando aprovadas em assembleia e comunicadas de forma adequada, passam a vincular todos os condôminos.

  1. Responsabilidade solidária em caso de omissão

Se o condomínio sabe que crianças circulam sozinhas de forma rotineira em elevadores e não adota nenhuma medida de prevenção, como normas claras, avisos,comunicação aos pais e reforço junto à equipe de portaria, pode ser questionado judicialmente em caso de acidente por suposta omissão na gestão de riscos.

O papel do síndico e da administradora

Na prática, síndicos e administradoras precisam transformar esse cenário jurídico em procedimentos concretos. Alguns pontos são essenciais: Revisar convenção e regimento interno

É importante verificar se os documentos do condomínio tratam de:

  • Idade mínima para uso desacompanhado do elevador.
  • Necessidade de acompanhante adulto para crianças em determinadas faixas etárias.
  • Condutas proibidas (brincadeiras, correr para entrar na cabine, uso de brinquedos grandes etc.).

Caso o texto esteja omisso ou genérico, vale levar o tema à assembleia para atualizar as regras, alinhando‑as às boas práticas de segurança.

Comunicação clara com os moradores

De pouco adianta ter regras no papel se ninguém sabe que elas existem. Por isso, é fundamental:

  • Afixar avisos nos halls, dentro dos elevadores e em murais, com orientações simples e diretas.
  • Utilizar aplicativos e comunicados eletrônicos para reforçar, de tempos em tempos, a importância de não deixar crianças sozinhas em elevadores.
  • Incluir o tema em reuniões, assembleias e materiais de boas‑vindas para novos moradores.

Treinar a equipe de apoio

Porteiros, zeladores e vigias precisam saber:

  • Como agir ao perceber criança pequena utilizando o elevador desacompanhada.
  • Quando comunicar a administração ou o síndico.
  • Como abordar a família de forma respeitosa, mas firme, para reforçar as regras internas.

A ideia não é transformar funcionários em “babás” de crianças, mas sim em agentes de apoio à política de segurança do condomínio.

Como a CREL pode contribuir com a segurança

Embora a supervisão de crianças seja responsabilidade de pais e responsáveis, e a definição de regras seja atribuição do condomínio, a empresa de manutenção de elevadores tem um papel relevante na prevenção de acidentes. A CREL pode apoiar de diversas formas:

  • Garantindo que os elevadores estejam em perfeita condição de funcionamento, com portas ajustadas, sistemas de proteção ativos e dispositivos de emergência operantes.
  • Orientando síndicos sobre recursos de segurança disponíveis em modelos mais modernos, como sensores mais sensíveis nas portas, sistemas de comunicação mais claros na cabine e ajustes de parâmetros conforme normas técnicas.
  • Oferecendo informações técnicas em relatórios e visitas sobre boas práticas de uso, que podem ser transformadas em campanhas internas pelo condomínio. Quando manutenção adequada, normas internas bem definidas e supervisão responsável caminham juntas, o risco de incidentes envolvendo crianças em elevadores é significativamente reduzido.

Boas práticas para síndicos e gestores

Para tornar o elevador um ambiente mais seguro para crianças, síndicos e administradores podem adotar um plano simples, mas efetivo:

  • Mapear se já houve incidentes ou quase‑acidentes com crianças no elevador e registrar esses casos.
  • Verificar se o contrato de manutenção está em dia e se a empresa realiza visitas preventivas regulares.
  • Incluir no check‑list de segurança do condomínio a avaliação periódica da sinalização e dos comunicados sobre uso do elevador.
  • Avaliar, com apoio técnico, a viabilidade de modernizar componentes de segurança em equipamentos mais antigos, quando necessário.

Conclusão: segurança de crianças no elevador é responsabilidade compartilhada

A discussão sobre multa para quem deixa criança sozinha em elevador reforça o que o dia a dia já mostra: a segurança na mobilidade vertical depende de uma engrenagem que envolve famílias, condomínio, legislação e empresas especializadas em elevadores.Pais e responsáveis precisam entender que o elevador não é brinquedo. O condomínio deve estabelecer regras claras e comunicá-las de forma constante. E a manutenção profissional garante que o equipamento responda adequadamente quando usado dentro dos parâmetros esperados.

Ao se posicionar como parceira técnica nessa conversa, a CREL reforça seu compromisso não apenas com a eficiência dos elevadores, mas com a proteção de quem mais importa: as pessoas que os utilizam todos os dias, principalmente as crianças.

Elevadores e inclusão: quando a tecnologia serve à igualdade

Em 1996, a cidade de São Paulo deu um passo importante na luta contra a discriminação ao aprovar a Lei nº 11.995, que proibiu a distinção de uso entre elevadores em edifícios públicos e privados da capital.

O objetivo era claro: acabar com qualquer forma de segregação baseada em raça, sexo, cor, idade, origem ou condição social.

Hoje, quase três décadas depois, essa legislação ainda é um marco — e nos ajuda a lembrar que os elevadores são mais do que sistemas de transporte vertical. Eles são espaços de convivência, acessibilidade e, sobretudo, igualdade.

Essa história é um ponto de partida para refletir sobre como a segurança e a inclusão caminham juntas quando o assunto é mobilidade urbana vertical.


Do preconceito à acessibilidade: a evolução dos elevadores

Antes da lei de 1996, era comum que edifícios de alto padrão em São Paulo tivessem elevadores “sociais” e “de serviço”, com regras não escritas — ou até abertamente estabelecidas — que excluíam moradores, funcionários ou visitantes com base em critérios discriminatórios.

A legislação mudou essa realidade. Mas além de combater o preconceito, ela abriu espaço para uma discussão ainda mais ampla: quem tem o direito de acessar os elevadores e de que forma?

Com o tempo, essa discussão evoluiu para temas como:

  • Acessibilidade para pessoas com deficiência;

  • Adaptação para idosos e pessoas com mobilidade reduzida;

  • Inclusão de sinalização em braile e avisos sonoros;

  • Padronização de dimensões para atender cadeiras de rodas.


Onde entra a CREL Elevadores?

Como especialistas em modernização e manutenção de elevadores, vemos diariamente como a tecnologia pode — e deve — ser usada para tornar os espaços mais humanos, acessíveis e igualitários.

A CREL Elevadores atua com foco em projetos que promovem a inclusão, garantindo que os elevadores atendam a todas as normas de acessibilidade previstas por lei, como a NBR 9050, que define critérios técnicos para o acesso universal.

Entre as soluções que oferecemos, estão:

  • Instalação de comandos em braile e botoeiras acessíveis;

  • Modernização de elevadores antigos para atender às normas de acessibilidade;

  • Ajustes em altura de painéis, corrimãos e sinalização visual;

  • Implantação de sistemas sonoros e visuais de aviso de andar;

  • Consultoria para adequações conforme exigências legais e projetos sociais.


Inclusão também é segurança

Recentemente, um caso ocorrido em São Paulo envolvendo um acidente com elevador trouxe novamente o tema da responsabilidade à tona.
Embora o episódio tenha sido de natureza técnica, ele nos lembra que segurança, acessibilidade e inclusão são partes do mesmo compromisso com o usuário.

Um elevador acessível, seguro e bem mantido não faz distinções e protege a todos igualmente — seja um morador, visitante, funcionário, idoso ou pessoa com deficiência.


O futuro é inclusivo e vertical

O transporte vertical em cidades como São Paulo é parte essencial da vida urbana.
Por isso, mais do que transportar pessoas, os elevadores devem promover dignidade, igualdade e segurança.

A CREL Elevadores acredita que cada modernização, cada adequação e cada manutenção é uma oportunidade de construir um espaço mais justo, onde todos possam subir juntos — sem distinções.


Notícia referência: Histórias da Câmara – Lei que mudou o uso dos elevadores



Quando a segurança fala mais alto: o que acidentes com elevadores nos ensinam

Na madrugada de 4 de outubro, um acidente em um clube na zona sul de São Paulo trouxe à tona um tema essencial, mas frequentemente negligenciado: a segurança em elevadores.

Uma funcionária caiu no fosso do elevador após as portas se abrirem sem que a cabina estivesse no local. O caso segue sob investigação, mas o ocorrido serve como um importante alerta para todos os responsáveis pela gestão de edifícios — sejam comerciais, corporativos ou residenciais.

Na CREL Elevadores, tratamos episódios como esse com a seriedade que merecem. Mais do que reforçar a necessidade de atenção, eles nos lembram de um princípio que guia nosso trabalho desde 1981: a segurança nunca é opcional — é prioridade.


A segurança está nos detalhes

Embora os elevadores modernos sejam projetados para operar com alto grau de confiabilidade, nenhum sistema está isento de riscos quando falham os cuidados mais básicos: manutenção preventiva, inspeções técnicas e modernizações periódicas.

O tipo de falha envolvido no acidente de São Paulo — portas abrindo sem a presença da cabina — pode ter várias causas técnicas, como:

  • Falha em sensores ou travas de segurança;

  • Problemas no sistema de controle do elevador;

  • Falta de manutenção adequada ou preventiva;

  • Equipamentos antigos sem modernização.

São situações que, quando negligenciadas, podem transformar um equipamento confiável em um risco silencioso.


Como evitar acidentes: compromisso técnico e rotinas rígidas

Na CREL Elevadores, tratamos prevenção como um compromisso com a vida. Nosso trabalho vai além da manutenção técnica — atuamos também na conscientização de síndicos, gestores e administradoras sobre a importância de manter os elevadores atualizados, seguros e dentro dos padrões exigidos pelas normas da ABNT.

Entre as ações que adotamos e recomendamos, estão:

  • Manutenção preventiva periódica, com inspeções detalhadas;

  • Testes de segurança programados, inclusive em portas, freios e sistemas de emergência;

  • Modernização de elevadores antigos, com troca de componentes eletrônicos e mecânicos;

  • Relatórios técnicos e auditorias, garantindo total transparência e rastreabilidade.

Nosso objetivo é simples: garantir que acidentes como o ocorrido não se repitam — não por sorte, mas por responsabilidade técnica.


Segurança começa com a escolha do parceiro técnico

Casos como o de São Paulo reforçam a importância de contar com uma empresa especializada, experiente e comprometida com normas e boas práticas.

A CREL Elevadores atua com equipes treinadas, atendimento 24h e uma abordagem personalizada para cada tipo de cliente — de pequenos edifícios a grandes empreendimentos comerciais.

A sua escolha de parceiro técnico pode fazer a diferença entre um sistema seguro e um passível de risco.


Um acidente, muitas lições

Este artigo não busca explorar o acidente ocorrido, mas sim transformá-lo em um ponto de reflexão e ação.
Que sirva como um lembrete claro de que a segurança em elevadores não pode ser adiada, ignorada ou minimizada.

Se você é síndico, gestor predial ou responsável por algum estabelecimento com elevadores, este é o momento de agir: revise seus contratos de manutenção, avalie a situação técnica dos equipamentos e busque empresas que levem a segurança a sério — como a CREL Elevadores.


Notícia referência: Portal Metrópoles



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